Conquista mundial: A trajetória feminina na descoberta do mundo


Quando falamos da trajetória feminina e o seu poder na sociedade, uma das frases de mais repercussão é “lugar de mulher é onde ela quiser”, sendo adotada por muitos movimentos, a fim de quebrar o antigo bordão que colocava a mulher como imagem presente na cozinha. No mercado de turismo não foi diferente e as mulheres foram, gradativamente, conquistando seu espaço, deixando claro que fronteiras não são delimitadas por gênero.

O metabuscador Momondo, cuja finalidade é comparar ofertas de voos, hotéis e aluguel de carros, fez uma análise mostrando o primeiro registro feminino a dar a volta ao mundo. Em 1766, a botânica francesa Jeanne Baret teve de se disfarçar de homem por conta do espaço limitado para mulheres, assumindo uma outra identidade para que fosse possível embarcar no navio para realizar a expedição Louis Antoine de Bougainville.

No entanto, este foi só início da trajetória feminina no mundo do turismo, contando com nomes de Nellie Bly, jornalista investigativa e primeira mulher a circunavegar o mundo em 72 dias; Annie Cohen Kopchovsky, primeira mulher a pedalar o mundo todo; Gertrude Bell, que saiu para viajar o mundo todo duas vezes; Alexandra David-Néel, primeira mulher a visitar Lhasa, no Tibet, e a viajar 14 anos pela Ásia; Amelia Earhart, primeira mulher a voar sobre o Atlântico sozinha, entre outras personagens da história.

Hoje, essa presença feminina já se destaca e, segundo um estudo realizado pela Escola de Negócios da George Washington University em 2016, as mulheres representam cerca de dois terços dos viajantes. Além disso, a Forbes, em 2017, divulgou que as mulheres são responsáveis por cerca de 75% de tudo o que é comprado e consumido, causada pelo seu poder de compra e influência, independente com quem esteja.

Sobretudo, estar acompanhada deixou de ser um fator obrigatório no cotidiano das viajantes. De acordo com uma análise a Associação da Indústria de Viagens, estima-se que 32 milhões de mulheres solteiras viajaram pelo menos uma vez em 2015, com cerca de um terço desse montante viajando cinco vezes ou mais.

Além disso, se engana aqueles que suspeitam que se trata somente de um público formado por mulheres das gerações Y e Millennials, da terceira idade e a geração mais nova. Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Censo dos Estados Unidos em 2016, há um montante de 26 milhões de mulheres solteiras no 29 continente americano. Ademais, somou-se que a aposentadoria antecipada – se comparada com a de homens – com uma maior expectativa média do sexo feminino resultam em viagens.

Joe Cali, presidente da Overseas Adventure Travel, afirma que as viajantes, até mesmo da geração Baby Boomers, atingiram um ponto em suas vidas quando querem explorar e aprender sobre si mesmos e tomar todas as coisas que sentem que podem ter perdido.

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